sexta-feira, 8 de julho de 2011

Esses olhinhos, esse olhar...

Porque o teu olhar me mata,
O teu olhar me envenena a alma,
Da forma mais doce que pode existir.
E por isso difícil escapar,
E, por isso persistir.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Medicamento controlado






Dormir com você era o remédio que faltava na minha rotina, mas ainda não tinha a receita médica certa. Fui a tantos, fui a vários...só acertei quando resolvi me automedicar. Receita feita em casa, vinda do coração. Tradição de vó, cheiro gostoso de chá quente, doce. Preparei e te coloquei no peito, assim, em cima do tal músculo que gosto tanto. Meu coração.






É nele que você põe a mão em cima quando está acelerado. Mas é na testa, na bochecha ou na boca que você beija com o poder da cura, quando de repente acorda no meio da noite, e ainda sonolenta me abraça. Daí a necessidade de te por em cima do coração. Porque ele fica a saltar forte, e se você sente, é porque aconteceu o efeito desejado. Por mim. Por você.
Alívio quase que imediato, sem contra indicações. Reações adversas relatadas por alguns outros caros meus que utilizaram a mesma receita, as quais ainda estou sentindo algumas como, saudade, abstinência quando muito tempo longe, vontade constante de estar perto e encher de cheiros e carinhos...etc. Bom, nada que eu não possa suportar. Tomo todos os dias, todas as horas que forem possíveis.
E assim vou vivendo e me curando a longo prazo, de males passados e quaisquer males que queiram estar também no presente. Do mal que é querer certas coisas e não poder ter. Tal remédio é a cura para essa minha doença em específico. Carência em demaseio, necessidade de colo e carinho constantes. Mas o medicamento controlado até ajuda.
Viva a medicina caseira, viva a medicina alternativa. Viva o poder de um "sorriso sincero, um abraço..para aliviar meu cansaço." Quero a fonte de magnífica droga, sempre por perto. E que a data de validade não chegue ao vencimento nunca.









































segunda-feira, 25 de abril de 2011

Duvidando e percebendo...





Por que as rosas naturais murcham tão depressa? Será porque tudo que é belo tende a ser breve? Ou porque a vida com o tempo também perde os seus encantos, assim como a rosa que esbanja beleza e paixão num dia, aparece fria e triste no outro...? Minto, a vida não perde os seus encantos, tudo depende apenas do ponto de vista. E digo tudo, porque é TUDO mesmo. Pare, pense e reflita. Tudo na vida tem o seu lado bom e o seu lado ruim, sem exceções. Logo, tudo que é bom, possui um encanto, de qualquer que seja a natureza. É, a vida tem seus encantos, basta prestar atenção e encontra-los nas entrelinhas. Aí eu penso na rosa murcha que está ali num copo d'água, na cozinha aqui de casa, e lembro da mesma rosa três dias atrás, viva, forte, vermelha e apaixonante. Qual das duas vou querer ser?

sábado, 23 de abril de 2011

Um pouco de hope

Ah! Estou no momento, quero o momento e, no momento...apenas o momento me importa! Sempre digo que vou conseguir não olhar para trás e ficar reclamando das manchas de vinho tinto que marcaram tantas roupas minhas, tantos corações meus, das milhões de vidas que tive. Falo das manchas no coração..músculo do peito! forte! órgão vital que tanto gosto de citar, sentir...
Então, eu sempre me prometo demais, e demais aos outros também..mas as piores promessas são as do mesmo tipo que as piores mentiras: as que fazemos para e com nós mesmos.
Poxa e eu já me menti tanto, de não querer nem ver mais meu próprio rosto no espelho, de sentir nojo de mim..essas coisas que acho que todo mundo sente quando passa por um arrependimento ou algo de ruim muito forte...
E eu, eu que sempre fui tão na minha, tão careta, tímida, desacreditada e ao mesmo tempo iludida demais, nunca quis tanto e nunca estive tão distraída com o tempo...tentando deixar o desespero do tempo passar, na verdade o desespero de estar perdendo tempo e não ter feito sequer 0,3 por cento do que eu disse que ia fazer ainda nessa vida, ainda nessas fases.
Nunca estive tão em paz com minhas próprias cobranças, porque não estou me cobrando nada. Não me prometo nada há meses, não prometo nada a ninguem também, e isso tem sido tão bom, porque eu nunca me permiti tanto quanto agora. Me despeço daquilo que fui.
Quero esquecer que o drama um dia existiu, mesmo sabendo que ele faz parte da vida, não só da minha, mas de todos, e não tem como se livrar de algo que está cravado nos ossos.
Mas me despeço de dar vantagens a ele. Não mais, drama...você vai ter que aceitar, que eu vou tentar ser forte e correr para longe de tudo que me faz pensar demais no futuro, e na perda de tempo que minha vida se tornou.
Eu quero, e eu vou tirar de dentro de mim, essa criatura estranha que eu deixei que criasse vida em meu seio, e vou conseguir voltar a acreditar que não só quero, como posso, sempre mais.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Quero estraçalhar




Quero estraçalhar esse pecado

esse ego

desgraçado

esse corpo

que não me pertence.

Quero estraçalhar

e é literalmente

sentir a lâmina

passando novamente

entre meus dedos,

Quero sentir o sangue

sentir que adoeci

tudo indiferente

sinto vontade

e não é de agora

mas as vezes o momento só piora

e o que estava calmo volta a trasntornar-se

Quero

sinto

desejo

cada parte

as palpitações minuciosas

calibradas

do meu coração

Quero estraçalhar

sem dó nem piedade

não preciso mais disso

não preciso de mim

não preciso de ninguem

não resisto mais

agora só quero sentir cada ferida aberta

no corpo

na alma

jorrando o sangue

jogando o sal

fazendo arder

sem me arrepender

porque não há espaço

para arrependimentos

no que vivo agora

ou se vai

ou se fica

e eu preciso disso

preciso

preciso

preciso

chorar horrores

preciso

gritar canções

embriagar-me

não sacio nunca

é uma fome sem fim

entao eu preciso

por favor

compreendam

está fora de mim

e ao mesmo tempo

me faz respirar

não existe conselho

que me vá acalmar

quando eu quero apenas

estraçalhar

tudo que existe dentro de mim

e tudo que eu possa fazer sangrar

sem dó

sem piedade

sem nada

orações agora também não me impedirão

tomo outro porre

encho outra vez a cara

volto a mesma sensação

porque ela nunca vai embora

apenas finge que vai

e não é culpa de ninguem

senão minha

que me faço todas as vontades do cérebro

quando ele se encontra adoecido

e eu não deveria dar-lhe tanto ibope

mas dou

e permito-me

sangrar

chorar

sofrer

cortar

cada centimetro meu

que eu desejar

até que por fim

mesmo que temporariamente

eu me dê por satisfeita

e vá descansar um pouco

enquanto as feridas voltam a se fechar

enquanto nao reabro

a droga de ciclo

que me deixei envolver

que me deixei levar

que deixei a droga da minha vida virar

o ciclo

da repetição insignificante.



e essa droga de texto, eu não vou nem revisar

a morte é doce, e tem cheiro de vinho....

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ashtray Heart


Hoje é outro daqueles dias em que acordei amarga, sabe, café sem açucar?

Onde eu fico pensando como vão as coisas e se elas estão do modo que estão, por causa do meu passado..aí eu fico pensando no que poderia ter feito, no que deveria ter feito, o que deveria ter dito. Mas já passou, é errado ficar me corroendo por dentro, feito efervescente de vitamina C jogado em meio copo d'água, pra curar a gripe.

O caso é que, não..não, o FATO é que, meu cérebro ferve. Muito. As vezes chega a ser insuportável, e eu não sei até hoje o que fazer pra me livrar desse calor e das queimaduras. Sim, digo até hoje, porque depois de tanto tempo, eu já deveria ter amadurecido um pouco mais em relação a isso. Mas não.

Me enxergo de dentro para fora, como um amontoado desorganizado de ilusões, que flutuam em torno de uma massa encefálica feita de questionamentos. Mais abaixo, no tronco fica o enorme cinzeiro, onde muitas bitucas de cigarettes já foram jogadas e são até colecionadas, ele bombea o pó das cinzas para o restante dos órgãos e membros do tal corpo...

Então..meio difícil sair do lugar com os braços e pernas cheios de minúsculos grãos que só atrapalham. Eles atrapalham porque influenciam no desenvolvimento e movimento dos músculos, dos membros..como sair do lugar com um sangue de tão má qualidade? estragado?

A inércia é mais alta. Dói. Tentar se mexer dói.

Por que será que eu sou assim?

...

segunda-feira, 28 de março de 2011

E o que me importa...


Olha só, quem diria..cá estou eu mais uma vez...
Os olhos negros e fundos,

Mas não choro mais

O futuro mais incerto do que nunca...

Porém não penso mais

Uma vida nova, que me foi imposta

Como sempre, 'livre e espontânea pressão' como dizem.

Sabe, teus lábios se foram, e olhando pra trás

Aqui mesmo no post anterior

Eu não sabia, mas estava prevendo o futuro, de alguma forma

É incrível o poder que as palavras tem, mesmo que escritas

E lidas por poucos..

É incrível como num momento estamos bem certos e cheios de certeza

Quanto a algo, e noutro já não mais..

Então, não que eu quisesse agora mas no fim foi necessário,

Agora preciso eu beijar outros lábios

Provar outros abraços

Quebrar outras rotinas

E criar outras também.

Quem sabe assim eu me desfaço

Dos dias de 'devaneios na embarcação'

Que tem me trazido até aqui, até agora

Desde que você resolveu ir embora

Desde que eu decidi que não quero que você volte.

Então..quem sabe assim,

Me desapego

E enfim

Sossego.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Deus dá, e Deus tira.


Eu não quero mais sentir isso, e se for pra continuar sentindo, espero que isso acabe.

Simplesmente por não ser justo, simplesmente por não ser correto. Ainda há muito pra ser vivido, corrido e analisado pelo tempo, sabe, ainda há juventude demais pra que exista essa mesmice toda.

Não tenho mais espaço pra isso dentro de mim, então estou tirando e jogando fora.


"Passado o passado, acho que eu mesma esqueci o tom."